{"id":10709,"date":"2024-12-20T10:22:29","date_gmt":"2024-12-20T10:22:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/?p=10709"},"modified":"2024-12-26T12:02:15","modified_gmt":"2024-12-26T12:02:15","slug":"restauracao-de-2014-a-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/restauracao-de-2014-a-2024\/","title":{"rendered":"A Restaura\u00e7\u00e3o em Portugal de 2014 a 2024: O que mudou?"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>Artigo escrito por Lu\u00eds Azeredo, Co-founder DIG-IN<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Era o primeiro trimestre de 2014 e cerca de 20 pessoas, percorriam as ruas da Grande Lisboa, para recolher conte\u00fado informativo e de apresenta\u00e7\u00e3o de mais de 16 mil estabelecimentos de restaura\u00e7\u00e3o. Esta era a Zomato em Portugal nessa altura.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Foi um privil\u00e9gio fazer parte dessa equipa, que construiu a primeira e mais completa plataforma de descoberta de restaurantes em Portugal. Hoje, olho dez anos para tr\u00e1s, com boa mem\u00f3ria e com uma imagem clara das transforma\u00e7\u00f5es que o mercado viveu.<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Mas o que mudou? Onde estamos agora? Continue a ler este artigo, onde lhe falo um pouco sobre a evolu\u00e7\u00e3o da restaura\u00e7\u00e3o em Portugal, entre 2014 e 2024. <\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udc49<strong>2014: Um Mercado Ainda Desconfiado da Tecnologia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2014, grande parte dos empres\u00e1rios de restaura\u00e7\u00e3o, com receio da concorr\u00eancia, preferia n\u00e3o ter o seu menu publicado <em>online<\/em> (apesar de o ter numa caixa iluminada, \u00e0 porta do seu restaurante). Em 2014, boa parte dos restaurantes imprimia cart\u00f5es de visita com regularidade e tinha apenas uma p\u00e1gina pessoal de <em>Facebook<\/em> que usava para \u201camigar\u201d os seus regulares e potenciais clientes. Em 2014, eram raros os estabelecimentos que recorriam a ferramentas digitais, por exemplo, apenas 0,8% dos restaurantes permitiam que as reservas fossem feitas online.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a crescente competitividade do mercado e a mentalidade exigente dos portugueses estimularam a evolu\u00e7\u00e3o dos restaurantes e n\u00f3s fomos um dos principais agentes de mudan\u00e7a. Nos anos seguintes, facilitamos em primeira m\u00e3o e acompanhamos a adop\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas: comunica\u00e7\u00e3o e publicidade, capta\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de reservas, pagamentos digitais e lojas-online para entrega de refei\u00e7\u00f5es ao domic\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo, fomos assistindo \u00e0s tend\u00eancias de diversifica\u00e7\u00e3o da oferta\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Comemos at\u00e9 fartar da explos\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o natural das hamburguerias <em>gourmet<\/em>. Viajamos na importa\u00e7\u00e3o de novas cozinhas pan-asi\u00e1ticas e panamericanas (para l\u00e1 do chin\u00eas, do sushi e dos rod\u00edzios brasileiros). Fomos arrastados na gulodice dos <em>brunches<\/em> com ilumina\u00e7\u00e3o n\u00e9on e jardins verticais\u2026 E estes novos conceitos, n\u00e3o s\u00f3 encheram de sabor a cultura gastron\u00f3mica dos portugueses, mas encheram-na de arte e cor que n\u00e3o tardou em contagiar as redes sociais com o v\u00edcio do <em>foodporn<\/em> e dos pormenores instagram\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udc49Novos Desafios e Solu\u00e7\u00f5es para os Neg\u00f3cios de Restaura\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se a primeira metade da d\u00e9cada, para o consumidor, trouxe diversidade, liberdade e din\u00e2mica, para os neg\u00f3cios de restaura\u00e7\u00e3o trouxe oportunidade e inova\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m maior exig\u00eancia concorrencial. Para diferenciar os neg\u00f3cios, vieram novos canais de comunica\u00e7\u00e3o e estrat\u00e9gias de promo\u00e7\u00e3o, desenharam-se novos modelos de gest\u00e3o com ferramentas operacionais mais flex\u00edveis e robustas e veio a possibilidade de observar as tend\u00eancias e dados de consumo que permitiam abordagens operacionais e comerciais mais inteligentes e certeiras. Mas quantas destas estruturas estariam aptas para uma gest\u00e3o do neg\u00f3cio t\u00e3o rigorosa e complexa?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udc49A Pandemia como Catalisador de Mudan\u00e7as Profundas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pandemia COVID-19 (2020\/21) que chegou de forma repentina e pouco informada, veio declarar a import\u00e2ncia cr\u00edtica dos dados e tecnologia aplicados \u00e0 gest\u00e3o. Pensemos nos <em>marketplaces<\/em> de entregas ao domic\u00edlio que se revelaram essenciais para a sobreviv\u00eancia de grande parte dos neg\u00f3cios de restaura\u00e7\u00e3o, ou pelo menos essenciais para manter a vitalidade do sector &#8211; mas ser\u00e1 que a simplifica\u00e7\u00e3o do processo comercial com comiss\u00f5es t\u00e3o elevadas foi realmente um instrumento de sobreviv\u00eancia dos restaurantes? Para muitos, foi certamente, mas deve um neg\u00f3cio de restaura\u00e7\u00e3o existir apenas para sobreviver?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ades\u00e3o aos <em>marketplaces<\/em> de <em>delivery<\/em> foi uma sa\u00edda de recurso, completamente inevit\u00e1vel e n\u00e3o propriamente um processo de evolu\u00e7\u00e3o no seu modelo comercial e gest\u00e3o. Alguns reagiram como puderam, n\u00e3o evolu\u00edram e voltaram \u00e0 normalidade logo que lhes foi permitido. Outros, cumpriram com sucesso a travessia da pandemia, entenderam um novo contexto de mercado e reinventaram a sua participa\u00e7\u00e3o nas plataformas de entrega ao domic\u00edlio, com marcas virtuais e novos modelos de neg\u00f3cio para operar em <em>dark kitchens<\/em> (cozinhas exclusivas para refei\u00e7\u00f5es de consumo em casa).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udc49A Sustentabilidade como Pilar do Futuro da Restaura\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na verdade, apesar do papel da pandemia enquanto catalisador da mudan\u00e7a, foi na posterior normalidade que se consolidaram as suas repercuss\u00f5es. Os neg\u00f3cios tiveram de mudar rapidamente para se manterem na pandemia e nas mudan\u00e7as, encontraram melhorias. Na componente operacional, os pedidos e pagamentos digitais ou protocolos de higiene rigorosos e monitorizados, s\u00e3o agora essenciais para maior efici\u00eancia. A n\u00edvel comercial, a presen\u00e7a digital din\u00e2mica \u00e9 cada vez mais essencial e justifica a aposta em plataformas online e novas estrat\u00e9gias de aquisi\u00e7\u00e3o e fideliza\u00e7\u00e3o de clientes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E \u00e9 esta aproxima\u00e7\u00e3o ao cliente e \u00e0s tend\u00eancias culturais da nossa sociedade, que nos traz o \u00faltimo aspecto de transforma\u00e7\u00e3o vivido nesta d\u00e9cada: a sustentabilidade. A crescente consciencializa\u00e7\u00e3o para as quest\u00f5es ambientais levou os consumidores a preferirem estabelecimentos que d\u00e3o prioridade a pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis\u2026e o mercado manda. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os empres\u00e1rios e cozinheiros de hoje procuram produtores locais, mat\u00e9rias-primas sazonais, com menor pegada carb\u00f3nica e mais frescura e qualidade nos ingredientes. E porque o mercado manda mesmo, n\u00e3o tardaram as linhas de abastecimento <em>farm-to-table<\/em> e as tecnologias de gest\u00e3o de invent\u00e1rio ou de controlo e redu\u00e7\u00e3o de desperd\u00edcio. Podemos afirmar que, em 2024, a sustentabilidade \u00e9 um factor-chave na diferencia\u00e7\u00e3o dos restaurantes, que influencia as escolhas dos consumidores e os educa para pr\u00e1ticas gastron\u00f3micas mais respons\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udc492024: Um Setor Mais Resiliente e Promissor<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o muitas as mudan\u00e7as que a nossa restaura\u00e7\u00e3o viveu durante esta d\u00e9cada que est\u00e1 prestes a cumprir-se. Foram transforma\u00e7\u00f5es potenciadas pela capacidade humana de se adaptar e reinventar para crescer. Com avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, novos comportamentos dos consumidores e com um compromisso crescente da sociedade com o planeta, temos hoje um sector mais equilibrado, resiliente e promissor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udc49A Pr\u00f3xima D\u00e9cada: Dados e Intelig\u00eancia Artificial no Comando<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E quando uma d\u00e9cada est\u00e1 a terminar, est\u00e1 outra a come\u00e7ar. \u00c9 com entusiasmo que na DIG-IN, j\u00e1 vivemos um presente em que a an\u00e1lise de dados e a intelig\u00eancia artificial s\u00e3o determinantes para o futuro da restaura\u00e7\u00e3o em Portugal. Hoje, com a nossa tecnologia, um empres\u00e1rio pode entender porque motivo n\u00e3o est\u00e1 a conseguir acompanhar a concorr\u00eancia, pode descobrir a melhor localiza\u00e7\u00e3o e conceito para o pr\u00f3ximo restaurante ou at\u00e9 mesmo identificar as tend\u00eancias de consumo mais indicadas para a sua nova carta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Ainda \u00e9 dif\u00edcil imaginar como estaremos em 2034, mas j\u00e1 estamos com um p\u00e9 na pr\u00f3xima d\u00e9cada. Venha connosco!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-black-color has-text-color has-link-color wp-elements-1 wp-block-paragraph\"><strong>\ud83d\udc49 Entre em contacto connosco e n\u00f3s ajudamo-lo a chegar onde precisa de estar no setor de restaura\u00e7\u00e3o &#8211; marque uma conversa com a nossa equipa atrav\u00e9s do email <a href=\"biz@dig-in.pt\">biz@dig-in.pt<\/a>.\u00a0<br>\ud83d\udc49 Fique a par de mais novidades de <strong>restaura\u00e7\u00e3o<\/strong> atrav\u00e9s do nosso <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/showcase\/101494027\/admin\/feed\/posts\/?feedType=following\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Linkedin<\/a>! \ud83e\udd1d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo escrito por Lu\u00eds Azeredo, Co-founder DIG-IN Era o primeiro trimestre de 2014 e cerca de 20 pessoas, percorriam as ruas da Grande Lisboa, para recolher conte\u00fado informativo e de apresenta\u00e7\u00e3o de mais de 16 mil estabelecimentos de restaura\u00e7\u00e3o. Esta era a Zomato em Portugal nessa altura. Foi um privil\u00e9gio fazer parte dessa equipa, que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10764,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-10709","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/12\/Restauracao-1.jpg?fit=963%2C650&ssl=1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10709","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10709"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10709\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10854,"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10709\/revisions\/10854"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10764"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}