{"id":6632,"date":"2024-05-28T15:44:08","date_gmt":"2024-05-28T15:44:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/?p=6632"},"modified":"2024-07-19T14:10:43","modified_gmt":"2024-07-19T14:10:43","slug":"3-bacterias-que-causam-doencas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/3-bacterias-que-causam-doencas\/","title":{"rendered":"As 3 principais bact\u00e9rias causadoras de doen\u00e7as veiculadas por\u00a0alimentos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 estimado que cerca de 90% das doen\u00e7as transmitidas por alimentos sejam provocadas por&nbsp;microrganismos. Os microrganismos podem ser encontrados em quase todos os alimentos, mas&nbsp; a transmiss\u00e3o de doen\u00e7as resulta, na maioria das vezes, da manipula\u00e7\u00e3o incorreta de alimentos ao longo da cadeia alimentar. Atualmente, conhecem-se mais de 250 tipos de bact\u00e9rias, v\u00edrus e&nbsp; parasitas que causam doen\u00e7as que s\u00e3o veiculadas pelos alimentos, no entanto apenas alguns&nbsp; aparecem relacionados com maior frequ\u00eancia a estas doen\u00e7as. Por isso, os microrganismos s\u00e3o&nbsp;classificados segundo os perigos que transportam e a sua capacidade de difus\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As doen\u00e7as veiculadas por alimentos s\u00e3o uma preocupa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade p\u00fablica , sendo os microrganismos frequentemente respons\u00e1veis por estes resultados. Quando falamos de agentes&nbsp;causadores de doen\u00e7as de origem alimentar, as bact\u00e9rias apresentam um papel proeminente. Entre elas, tr\u00eas bact\u00e9rias s\u00e3o particularmente destacadas devido \u00e0 sua preval\u00eancia e impacto:&nbsp;<strong><em>Escherichia coli (E. coli)<\/em>, <em>Salmonella <\/em>e <em>Listeria monocytogenes<\/em>.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os \u00faltimos relat\u00f3rios publicados pelo Centro Europeu de Preven\u00e7\u00e3o e Controlo de Doen\u00e7as (ECDC) refletem um aumento de casos, na Europa, associados a <em>Listeria monocytogenes <\/em>e <em>E.coli <\/em>produtora de toxina Shiga (STEC) e que se insere no grupo de <em>E. coli <\/em>enterohemorr\u00e1gica (EHEC),&nbsp; sendo que em 2022 estavam em n\u00edveis mais elevados do que antes da pandemia COVID-19. No&nbsp; caso da listeriose, uma explica\u00e7\u00e3o para esta tend\u00eancia \u00e9 o aumento da popula\u00e7\u00e3o idosa, que&nbsp; apresenta maior risco de contrair uma doen\u00e7a grave. Quanto ao aumento dos casos de <em>E.coli <\/em>produtora de toxina Shiga (STEC) deve-se em parte \u00e0 altera\u00e7\u00e3o para m\u00e9todos de dete\u00e7\u00e3o mais&nbsp; sens\u00edveis, que podem detetar esta bact\u00e9ria mais facilmente. No caso da <em>Salmonella<\/em>, que&nbsp; normalmente \u00e9 respons\u00e1vel por causar a maioria das infe\u00e7\u00f5es alimentares anualmente, n\u00e3o foi&nbsp; observado um aumento relevante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a ajuda da SARA HACCP, vamos dar destaque a estas tr\u00eas bact\u00e9rias e iremos abord\u00e1-las de modo a compreender as suas&nbsp;carater\u00edsticas, sintomas associados e as medidas preventivas necess\u00e1rias para mitigar os seus&nbsp; efeitos na sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>\ud83d\udc49Bact\u00e9ria <em>Escherichia coli (E. coli)&nbsp;<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde a sua identifica\u00e7\u00e3o por Theodor Escherich em 1885 at\u00e9 os dias de hoje, a <em>Escherichia coli (E. coli<\/em>) representa uma grande preocupa\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e industrial. Inicialmente isolada das fezes&nbsp; de crian\u00e7as, tornou-se evidente ao longo do tempo que certas estirpes poderiam desencadear&nbsp; gastroenterites, com maior gravidade em crian\u00e7as, da\u00ed desencadear um interesse crescente e&nbsp; preocupa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u2022 <strong>Hist\u00f3ria e Reconhecimento&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir de 1920, a <em>E. coli <\/em>foi oficialmente reconhecida como uma bact\u00e9ria patog\u00e9nica ent\u00e9rica, j\u00e1 na d\u00e9cada de 40 foram estabelecidas medidas de controlo nos pa\u00edses desenvolvidos. A sua&nbsp; relev\u00e2ncia no setor dos alimentos como indicador de contamina\u00e7\u00e3o fecal tamb\u00e9m foi&nbsp; estabelecida desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u2022 <strong>Caracter\u00edsticas e Sobreviv\u00eancia&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <em>E. coli <\/em>\u00e9 uma bact\u00e9ria gram-negativa, da fam\u00edlia <em>Enterobacteriaceae, <\/em>naturalmente presente no&nbsp; trato digestivo de humanos e animais, geralmente inofensiva, mas algumas estirpes podem&nbsp; causar diarreia e outros problemas de sa\u00fade. Os principais grupos de <em>E. coli <\/em>patog\u00e9nica&nbsp; associada ao consumo de alimentos s\u00e3o a <em>E.coli enteropatog\u00e9nica <\/em>(EPEC), a <em>E.&nbsp; coli enterotoxig\u00e9nica <\/em>(ETEC), a <em>E.coli enteroinvasiva <\/em>(EIEC) e a <em>E.coli enterohemorr\u00e1gica <\/em>(EHEC),&nbsp; onde se inclui <em>E.coli <\/em>O157:H7.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u2022 <strong>Fontes e Contamina\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta bact\u00e9ria pode ser encontrada no trato intestinal de humanos e animais de sangue quente, a sua transmiss\u00e3o ocorre principalmente por meio do contato direto com animais, contato&nbsp; humano e consumo de alimentos contaminados. A contamina\u00e7\u00e3o fecal da \u00e1gua e dos alimentos&nbsp; \u00e9 uma via comum de infe\u00e7\u00e3o, com consequ\u00eancias potencialmente graves.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u2022 <strong>Alimentos Associados e Sintomas&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <em>E. coli <\/em>tem sido associada a v\u00e1rios surtos alimentares, principalmente devido a pr\u00e1ticas&nbsp; deficientes de higiene. Na an\u00e1lise das notifica\u00e7\u00f5es na plataforma <em>RASFF <\/em>conclu\u00edmos que&nbsp; alimentos como carne, leite e derivados, moluscos bivalves e produtos derivados, bem como&nbsp; frutas e vegetais est\u00e3o frequentemente envolvidos. Assim como a maioria das notifica\u00e7\u00f5es&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">emitidas na plataforma s\u00e3o classificadas como graves e potencialmente graves. Em humanos, a&nbsp; <em>E.coli <\/em>enterohemorr\u00e1gica (EHEC) \u00e9 respons\u00e1vel por v\u00e1rios sintomas, sendo que os mais comuns&nbsp; s\u00e3o colite hemorr\u00e1gica caracterizada por uma diarreia sanguinolenta, fortes dores abdominais,&nbsp; v\u00f3mitos e aus\u00eancia de febre. Em casos mais graves pode ocorrer S\u00edndrome Hemol\u00edtico Ur\u00e9mico&nbsp; (SHU) e P\u00farpura Tromb\u00f3tica Trombocitop\u00e9nica (PTT) em crian\u00e7as e idosos, respetivamente. Estas&nbsp; s\u00edndromas caracterizam-se por anemia hemol\u00edtica microangiop\u00e1tica, trombocitop\u00e9nia,&nbsp; altera\u00e7\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o renal, febre e anomalias do sistema nervoso central, apresentando uma taxa de mortalidade muito elevada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u2022 <strong>Grupos de Risco e Preven\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Crian\u00e7as, viajantes para pa\u00edses em desenvolvimento, idosos e pessoas imunodeprimidas est\u00e3o&nbsp; entre os grupos de risco que contraem infe\u00e7\u00f5es por <em>E. coli<\/em>. A preven\u00e7\u00e3o envolve pr\u00e1ticas&nbsp; rigorosas de higiene ao longo de toda a cadeia alimentar, controlo de temperatura e&nbsp; implementa\u00e7\u00e3o de sistemas de controlo eficazes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, a <em>E. coli <\/em>continua a representar um desafio significativo para a sa\u00fade p\u00fablica e para&nbsp; setor alimentar, o que exige esfor\u00e7os cont\u00ednuos para prevenir infe\u00e7\u00f5es e surtos associados a esta&nbsp; bact\u00e9ria comum, por\u00e9m potencialmente perigosa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\ud83d\udc49<strong>Bact\u00e9ria <\/strong><em>Salmonella&nbsp;<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <em>Salmonella <\/em>\u00e9 uma bact\u00e9ria gram-negativa que pertence \u00e0 fam\u00edlia <em>Enterobacteriaceae<\/em>,&nbsp; apresenta mais de 2300 serotipos conhecidos, sendo a diferencia\u00e7\u00e3o entre eles crucial para o&nbsp; controlo de surtos. As bact\u00e9rias do g\u00e9nero <em>Salmonella <\/em>s\u00e3o uma das principais causas de doen\u00e7as&nbsp; transmitidas por alimentos, na Europa a salmonelose destaca-se pela sua variabilidade em&nbsp; termos de caracter\u00edsticas e severidade das doen\u00e7as que provoca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u2022 <strong>Caracter\u00edsticas e Sobreviv\u00eancia&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <em>Salmonella <\/em>tem a capacidade de crescer e sobreviver numa ampla faixa de condi\u00e7\u00f5es&nbsp; ambientais. Elas s\u00e3o anaer\u00f3bias facultativas, o que significa que podem crescer tanto na&nbsp; presen\u00e7a como na aus\u00eancia de oxig\u00e9nio, mas na presen\u00e7a de oxig\u00e9nio o seu efeito letal \u00e9&nbsp; potenciado, al\u00e9m disso estas bact\u00e9rias s\u00e3o resistentes \u00e0 irradia\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u2022 <strong>Principais Fontes de Contamina\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A salmonelose \u00e9 considerada uma infe\u00e7\u00e3o zoon\u00f3tica, ou seja, \u00e9 uma doen\u00e7a dos animais que&nbsp; pode ser transmitida aos humanos. Animais de consumo, como aves e ruminantes, podem estar&nbsp; infetados e, consequentemente, contaminar carne, ovos e leite durante a sua produ\u00e7\u00e3o. As&nbsp; pr\u00e1ticas de higiene inadequadas durante o processamento de alimentos e o contato com as fezes&nbsp; de animais infetados tamb\u00e9m s\u00e3o fontes de contamina\u00e7\u00e3o comuns.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u2022 <strong>Alimentos Associados e Sintomas&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pela an\u00e1lise da plataforma <em>RASFF <\/em>verificamos que alimentos como carne de aves e produtos \u00e0&nbsp; base de carne de aves, especiarias, ovos, frutos secos como nozes e produtos com nozes s\u00e3o os&nbsp; principais ve\u00edculos de transmiss\u00e3o da <em>Salmonella<\/em>. Mais uma vez a grande a parte dos casos&nbsp; reportados s\u00e3o classificados como graves e potencialmente graves. Os sintomas de infe\u00e7\u00e3o variam e dependem do serotipo envolvido, mas podem incluir febre tif\u00f3ide, enterocolite e&nbsp; bacteriemia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u2022 <strong>Grupos de Risco e Preven\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Idosos, crian\u00e7as e pessoas imunodeprimidas s\u00e3o mais suscet\u00edveis a infe\u00e7\u00f5es por <em>Salmonella<\/em>, e&nbsp; nestes grupos os sintomas podem ser particularmente graves. A preven\u00e7\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o&nbsp; envolve medidas em todas as etapas da cadeia alimentar, inclui controlo na produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria,&nbsp; controlo de temperatura de armazenamento e cuidado com produtos sujeitos a reformula\u00e7\u00e3o,&nbsp; j\u00e1 que altera\u00e7\u00f5es nas condi\u00e7\u00f5es podem favorecer o crescimento desta bact\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <em>Salmonella <\/em>continua a ser por isso uma preocupa\u00e7\u00e3o significativa de sa\u00fade p\u00fablica devido \u00e0&nbsp; sua capacidade de causar doen\u00e7as graves transmitidas pelos alimentos. A preven\u00e7\u00e3o eficaz&nbsp; requer uma abordagem abrangente que envolva a\u00e7\u00f5es em todas as etapas da produ\u00e7\u00e3o e&nbsp; processamento alimentar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>\ud83d\udc49<strong>Bact\u00e9ria <\/strong><em>Listeria monocytogenes&nbsp;<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <em>Listeria monocytogenes <\/em>\u00e9 uma bact\u00e9ria com distribui\u00e7\u00e3o ubiquit\u00e1ria, sendo identificada como&nbsp; um agente patog\u00e9nico em animais desde 1927. No entanto, foi somente a partir dos anos 80 que&nbsp; surgiu como amea\u00e7a para a sa\u00fade, quando surtos graves de listeriose foram atribu\u00eddos ao&nbsp; consumo de alimentos contaminados por esta bact\u00e9ria. Desde ent\u00e3o, tornou-se um ponto cr\u00edtico&nbsp; para a sa\u00fade p\u00fablica, o que preocupa tanto a comunidade cient\u00edfica, como o setor alimentar e&nbsp; os consumidores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u2022 <strong>Caracter\u00edsticas e Sobreviv\u00eancia&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 uma bact\u00e9ria, gram-positiva, pertencente \u00e0 fam\u00edlia <em>Listeriaceae<\/em>, tem a not\u00e1vel capacidade de\u00a0 crescer numa ampla faixa de temperatura (-0,4 a 45\u00b0C), sobrevive em ambientes de congela\u00e7\u00e3o por longos per\u00edodos. Apresenta uma toler\u00e2ncia ao pH (entre 4,3 e 9,4) e \u00e0 atividade de \u00e1gua (a<sub>w<\/sub>), o que a torna ainda mais vers\u00e1til e adapt\u00e1vel. Al\u00e9m disso, \u00e9 anaer\u00f3bia facultativa, o que lhe\u00a0 permite prosperar tanto na presen\u00e7a como na aus\u00eancia de oxig\u00e9nio.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u2022 <strong>Fontes e Contamina\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>L. monocytogenes <\/em>pode ser encontrada no solo, vegetais, carne e peixe. A sua dissemina\u00e7\u00e3o&nbsp; ocorre principalmente atrav\u00e9s do consumo de alimentos contaminados, contamina\u00e7\u00e3o de&nbsp; rec\u00e9m-nascidos durante o parto, por infe\u00e7\u00e3o cruzada em ambientes hospitalares e contato com&nbsp; animais. A forma\u00e7\u00e3o de biofilmes em ambientes de processamento alimentar dificulta a sua&nbsp; elimina\u00e7\u00e3o durante as etapas de limpeza e desinfe\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u2022 <strong>Alimentos Associados e Sintomas&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao analisar a plataforma <em>RASFF, <\/em>verificamos que as notifica\u00e7\u00f5es por <em>L. monocytogenes <\/em>s\u00e3o&nbsp; classificadas, na sua maioria, como graves e potencialmente graves, e que alimentos como frutas&nbsp; e vegetais, queijos, leite pasteurizado, carne, peixe s\u00e3o alguns dos alimentos frequentemente&nbsp; associados a infe\u00e7\u00f5es por este agente. Os sintomas variam, mas podem incluir desde septicemia,&nbsp; a infe\u00e7\u00f5es men\u00edngeas em adultos at\u00e9 complica\u00e7\u00f5es durante a gravidez, como aborto ou parto&nbsp; prematuro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u2022 <strong>Risco e Preven\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Grupos de risco incluem indiv\u00edduos imunodeprimidos, gr\u00e1vidas, rec\u00e9m-nascidos e idosos. A&nbsp; preven\u00e7\u00e3o baseia-se na educa\u00e7\u00e3o dos consumidores, pr\u00e1ticas de higiene adequadas e&nbsp; implementa\u00e7\u00e3o de sistemas de controlo ao longo da cadeia de produ\u00e7\u00e3o alimentar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <em>L. monocytogenes <\/em>apresenta-se como uma amea\u00e7a silenciosa no setor alimentar, exigindo medidas rigorosas de controlo e preven\u00e7\u00e3o para proteger a sa\u00fade p\u00fablica. A sua omnipresen\u00e7a&nbsp; e resist\u00eancia a condi\u00e7\u00f5es adversas destacam a import\u00e2ncia cont\u00ednua da vigil\u00e2ncia e da ades\u00e3o \u00e0s&nbsp; boas pr\u00e1ticas de higiene ao longo de toda a cadeia alimentar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>\ud83d\udc49<\/strong>Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes tr\u00eas agentes patog\u00e9nicos, <em>E. coli<\/em>, <em>Salmonella <\/em>e <em>Listeria monocytogenes<\/em>, representam s\u00e9rias&nbsp; amea\u00e7as \u00e0 seguran\u00e7a dos alimentos e \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, da\u00ed a import\u00e2ncia do conhecimento sobre&nbsp; as caracter\u00edsticas e os riscos associados \u00e0s mesmas para prevenir e controlar doen\u00e7as veiculadas&nbsp;pelos alimentos. A ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas adequadas de manipula\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o de alimentos,&nbsp; juntamente com a consciencializa\u00e7\u00e3o sobre as fontes de contamina\u00e7\u00e3o e a implementa\u00e7\u00e3o de&nbsp; medidas preventivas desempenham um papel crucial na preven\u00e7\u00e3o destas doen\u00e7as. O controlo&nbsp; rigoroso da produ\u00e7\u00e3o alimentar, a inspe\u00e7\u00e3o adequada e a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica s\u00e3o essenciais para&nbsp; reduzir a incid\u00eancia destes surtos, proteger a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e garantir a seguran\u00e7a dos&nbsp; alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"6198\">\ud83d\udc49&nbsp;Sobre a SARA HACCP<\/h6>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/image.png?w=770&#038;ssl=1\" alt=\"\" title=\"\"><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"50e0\">A SARA HACCP \u00e9 uma ferramenta tecnol\u00f3gica que pretende ajudar as empresas do setor alimentar a desmaterializar os processos e registos do HACCP.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"1ed3\">\ud83d\udc49Para uma demonstra\u00e7\u00e3o da SARA HACCP aceda<mark class=\"has-inline-color has-black-color\"> <\/mark><span style=\"text-decoration: underline\"><a href=\"https:\/\/sara-app.pt\/planos-sara\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><mark><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-black-color\">aqui<\/mark><\/mark><\/a><\/span>.<\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\ud83d\udc49Veja mais artigos como este <a href=\"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/2024\/04\/26\/seguranca-e-saude-no-trabalho-no-sector-da-restauracao-praticas-essenciais-para-proteger-os-trabalhadores\/\"><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-black-color\"><span style=\"text-decoration: underline\">aqui<\/span><\/mark><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 estimado que cerca de 90% das doen\u00e7as transmitidas por alimentos sejam provocadas por&nbsp;microrganismos. Os microrganismos podem ser encontrados em quase todos os alimentos, mas&nbsp; a transmiss\u00e3o de doen\u00e7as resulta, na maioria das vezes, da manipula\u00e7\u00e3o incorreta de alimentos ao longo da cadeia alimentar. Atualmente, conhecem-se mais de 250 tipos de bact\u00e9rias, v\u00edrus e&nbsp; parasitas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6634,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[74],"tags":[45,39],"class_list":["post-6632","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-parcerias","tag-dig-in","tag-restauracao"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/05\/Artigo-Digin-maio-2024.jpg?fit=2048%2C1364&ssl=1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6632","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6632"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6632\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6709,"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6632\/revisions\/6709"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6634"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6632"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6632"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.dig-in.pt\/mediablog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6632"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}