A 36ª edição da BTL, Better Tourism Lisbon Travel Market, bateu todos os recordes: 85 mil visitantes, 1700 expositores, 60 mil m² de pavilhões. Mas por trás destes números impressionantes esconde-se uma pergunta estratégica que a maioria ainda não sabe responder: o que acontece quando o turista se senta à mesa?
A resposta não está nos relatórios de dormidas ou nas estatísticas de hotéis. Está nos restaurantes, cafés e hotéis, o canal on-trade que domina 68% do consumo de cerveja, 45% do café, 30% do vinho e 9,2% da despesa em alimentação das famílias portuguesas. É aqui que a DIG-IN entra, fornecendo dados em tempo real sobre mais de 84 mil estabelecimentos ativos em Portugal e analisando visibilidade, tendências e dinâmica competitiva.
Que insights podemos retirar da BTL 2026, um dos maiores hubs internacionais do setor do turismo na Europa? E como a DIG-IN pode ajudar a compreendê-los e a retirar partido desses insights? Reunimos todas as respostas neste artigo.
1️⃣ Gastronomia é agora a headline do turismo
Na BTL, todas as regiões comunicaram comida: o Algarve destacou o sol, o mar e a gastronomia, o Turismo Centro de Portugal levou “Sabores ao Centro” para o seu stand. Com tantas regiões a apostar no mesmo argumento, quem vence é quem mede impacto real: crescimento de restaurantes, formatos que atraem turistas, engagement por zona. É desta forma que os dados transformam narrativa em estratégia.
2️⃣ O canal on-trade é gigante… mas invisível
A maioria das decisões estratégicas baseia-se em métricas de hotel e dormidas. Mas a DIG-IN mostra que Portugal é um mercado hospitality-first. Cada mesa é um ponto de contacto, cada menu é uma oportunidade de marca. Monitorizar mais de 84 mil estabelecimentos permite às marcas perceber onde estão realmente visíveis e não apenas presentes fisicamente.
3️⃣ A importância de dados atualizados para decisões estratégicas
A BTL 2026 não mostrou só números recorde, mostrou a complexidade do canal HoReCa e como dados precisos são essenciais para capitalizar oportunidades. Estatísticas oficiais sobre restaurantes variam entre 25 mil e 74524, e a DIG-IN confirma 84.222 estabelecimentos ativos, com registos de 2025, de mais de 16 mil fechos e 14 mil aberturas, movimentos que ilustram como o mercado é dinâmico. Para marcas, destinos e operadores presentes na BTL, dados em tempo real permitem identificar tendências, planear expansão e otimizar campanhas de ativação com confiança. O evento funciona como um termómetro do turismo e da gastronomia, e a inteligência da DIG-IN transforma observações de campo em decisões estratégicas que maximizam impacto e ROI.
4️⃣ Estar presente não basta: visibilidade é o que importa
Na BTL 2026, a concorrência entre marcas ficou evidente e a DIG-IN mostrou o que os números oficiais não revelam. Ao analisar 2569 restaurantes em Lisboa e 636 marcas, constatou-se um gap de 11x entre distribuição e visibilidade real: duas marcas podem ter a mesma presença física, mas apenas uma é efetivamente escolhida pelos consumidores. Para marcas e destinos, não é suficiente estar no mercado, é essencial ser visto. Dados de ponto de consumo permitem maximizar a influência sobre preferências, reforçar o engagement e otimizar o ROI, transformando cada interação num resultado mensurável, algo que a BTL evidenciou claramente como oportunidade estratégica para o setor.
5️⃣ A BTL como radar de oportunidades no turismo gastronómico
A BTL 2026 mostrou que a gastronomia não é apenas um cartão de visita, mas um motor estratégico do turismo. Com 85.000 visitantes e 1.700 expositores, cada interação no evento é uma oportunidade de medir preferências, tendências e impactos económicos reais. A DIG-IN transforma estas interações em inteligência acionável: do mapeamento de restaurantes e bares em destinos-chave, à análise da visibilidade das marcas e categorias em contextos turísticos, passando pela identificação de onde as experiências gastronómicas geram mais engagement. Em vez de números abstratos, os dados da DIG-IN permitem que regiões, operadores e marcas saibam exatamente quais os pontos de contacto mais valiosos com turistas e onde investir para maximizar resultados, tornando depois a BTL num verdadeiro radar para decisões estratégicas no turismo.
A BTL 2026 mostrou que a gastronomia é central no turismo português. Mas para transformar narrativa em vantagem competitiva, é necessário inteligência real: saber quem está a crescer, onde, como e quando. É aqui que a DIG-IN fornece a infraestrutura de dados que o setor exige: do mapeamento de estabelecimentos à visibilidade de marcas, passando pela análise de engagement em corredores turísticos e hotéis.
O próximo passo do turismo é data-driven e o canal HoReCa está no centro dessa transformação.